Por Silvia Berlinck
O denominador comum de todas as organizações, projetos e negócios sociais é a capacidade de impactar de forma positiva a realidade das pessoas que utilizam seus serviços ou produtos. Para essas iniciativas, propósito e impacto vem antes de qualquer coisa. Por isso, o modelo de impacto deve vir antes mesmo do modelo de negócio, pois a forma que o negócio vai operar deve ser guiada pelo seu poder de transformação.
O que pode ser considerado impacto social?
Impacto social é o efeito de uma ação a médio ou longo prazo, que leve a desenvolvimento ou melhora social, uma transformação que deve ser mensurável.
O Social Good Brasil considera o conceito de pobreza criado por Amartya Sen, segundo o qual pobreza não é definida apenas pelo poder econômico e renda, mas pelo acesso a serviços básicos de educação, saúde, saneamento e moradia de qualidade. Por isso, iniciativas podem gerar impacto social em quatro dimensões:
- Acesso: soluções que reduzam a assimetria de informação entre classe sociais e facilitem o acesso a serviços básicos de educação, saúde, saneamento e moradia, reduzindo assim as desigualdades sociais.
- Autonomia: iniciativas de jornalismo independente ou que aproxime as pessoas dos meios de produção, como os projetos relacionados a cultura maker (faça você mesmo). Também está relacionada a acessibilidade de pessoas com deficiência, com tecnologias que permitam viver de forma mais independente.
- Transparência: disponibilidade de informações para todos que possam se interessar, para que passem a ter mais participação cidadã e tomar melhores decisões coletivas. Transparência também permite transformar big data em good data, tomando ações sociais mais relevantes e assertivas.
- Escala: permite levar uma solução para cada vez mais pessoas, tanto por sua replicabilidade quanto pela abrangência. Soluções de baixo custo ou campanhas que atinjam milhares de pessoas com o uso da tecnologia são exemplos disso.
Entendendo o problema:
É preciso entender o problema a partir do ponto de vista do seu beneficiário, praticando a empatia, se colocando no lugar do outro!
Afinal, a solução deve ser centrada em quem vai utilizá-la. E, para começar a pensar em uma solução, podemos criar perguntas no estilo “nós podemos”. Por exemplo:
“Como nós podemos melhorar a nossa saúde e qualidade de vida, viver em ambientes saudáveis, seguros e sustentáveis?
Definindo um Caminho para a Mudança
Depois de definir o problema é necessário traçar o caminho da ação até o impacto.
Uma forma de sistematizar estas informações é por meio da Teoria da Mudança, que relaciona atividades, resultados, objetivos e impacto de uma forma lógica e encadeada.
Métricas de Negócio vs Métricas de Impacto
As métricas de negócio social quantificam o que você faz, mas não necessariamente o impacto na vida das pessoas. Por exemplo:
- Número de pessoas treinadas
- Número de beneficiários
Já as métricas de impacto quantificam o impacto real na vida das pessoas. Por exemplo:
- Número de pessoas com aumento de renda
- Redução na taxa de doenças respiratórias
- Aumento nos índices educacionais das escolas atendidas
No empreendedorismo social é importante pensar em ambas, até porque muitas vezes elas estão interligadas: quanto mais produtos você distribuir, mais pessoas serão impactadas pela solução. Porém, como mencionado anteriormente, a sua missão vem primeiro.
O mais relevante é focar no impacto e entrar em ação!
A Sorriso Sustentável é um hub de Inovação e Sustentabilidade, especializado em Saúde Ambiental para materializar os critérios ESG e promover organizações humanizadas.
Referência: Plataforma Instituto Legado de Empreendedorismo Social (fonte)
Sorriso Sustentável
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