Por Silvia Berlinck
Sustentabilidade, um paradigma para geração de valor!
A partir da Revolução Industrial (meados do século XVIII) começou a oferta de produtos em larga escala, por conta da invenção da máquina a vapor, e, desde então, os desafios da humanidade têm tomado uma proporção cada vez mais global.
As distâncias geográficas foram sendo reduzidas pela evolução dos meios de transporte e de comunicação, possibilitando que os produtos e os serviços fossem ofertados de forma padronizada por todas as regiões do mundo. Hoje, há vários exemplos de produtos projetados por designers nos Estados Unidos (EUA), produzidos na China e vendidos no Brasil.
Esse avanço tecnológico possibilitou melhorias para a população, porém, também trouxe desafios. Ao mesmo tempo que o crescimento econômico fez com que as pessoas tivessem mais recursos para consumir bens e serviços, elevando o seu bem-estar, também aumentou a poluição, a produção de lixo, a desigualdade social, entre outras questões que se tornaram grandes dilemas para a sociedade. Quase sempre as soluções apontadas são complexas e tentam balancear os aspectos ambientais, econômicos e sociais de cada questão.
Nesse contexto, a sustentabilidade é um conceito amplo que vem sendo moldado e definido conforme a evolução humana, culminando em uma aceleração a partir da década de 1960 por conta de vários fatores, entre eles, o rápido crescimento econômico do pós-guerra e a globalização.
Todos esses desafios são frutos da atuação humana na natureza e do modo como nos organizamos em sociedade. Por isso, as possíveis soluções para cada um desses desafios envolvem diferentes setores, que vão desde as esferas governamentais, passando pelas empresas, organizações da sociedade civil, como Organizações Sociais, até a atuação de cada cidadão no seu dia a dia.
Histórico e os principais desafios
As evidências históricas apontam que o ser humano sempre enxergou a natureza como uma fonte inesgotável a ser transformada e explorada, conforme as necessidades de sua época (CURI, 2011). Por vezes, acreditamos que os desafios que enfrentamos atualmente não existiam no passado e que a humanidade vivia em harmonia com a natureza, sem agredir o meio ambiente. Entretanto, o comportamento predatório do ser humano sempre esteve presente – o que mudou ao longo do tempo não foi sua postura, mas sim a capacidade das suas ferramentas. Logo, sem o acesso às tecnologias mais sofisticadas, o impacto do homem na natureza era menor em épocas anteriores (CURI, 2011).
Acontece que o ritmo das mudanças provocadas pelos humanos tomou proporções inigualáveis nos últimos quatrocentos anos. Em nenhum outro período de nossa história foram feitas tantas descobertas científicas e tecnológicas, gerando uma incrível capacidade de produção, de uso e controle dos recursos naturais (DIAS, 2006).
O marco inicial desse rápido avanço tecnológico foi, como já mencionado, a Revolução Industrial. Até o século XVI, as únicas fontes de energia utilizadas eram praticamente a manual e animal. Com o advento da máquina a vapor, o homem pôde facilmente utilizar diversos tipos de combustíveis disponíveis na natureza, primeiramente o carvão mineral e, posteriormente, outros combustíveis fósseis, como o petróleo (OLIVEIRA, 2013).
O modelo de crescimento econômico acelerado experimentado desde a Revolução Industrial volta a encontrar sustentação no pós-guerra, e o mundo tem uma nova onda de forte crescimento, principalmente nos países desenvolvidos, que reorganizaram suas economias e suas atividades industriais. Já na década de 1960, suas populações alcançaram padrões materiais elevados para a época, que ainda não foram atingidos por alguns países da África e da América Latina (OLIVEIRA, 2013).
Ao contrário de épocas anteriores, essa nova fase do crescimento foi combatida por vários movimentos. O surgimento de problemas ambientais em grandes centros urbanos foi o sinal de partida para que o modelo de crescimento econômico começasse a ser criticado do ponto de vista ambiental. Poluição do ar e da água, contaminação dos solos e chuva ácida foram alguns dos problemas apontados no início dos anos 1960.
Em 1968, três fatos foram determinantes para o direcionamento do debate acerca das questões ambientais (DIAS, 2006). O primeiro foi a criação do Clube de Roma – organização que reunia cientistas, políticos e outros intelectuais com o intuito de estudar temas inerentes à sociedade.
No que tange aos aspectos ambientais, em 1972 o Clube publicou o relatório “Os limites do crescimento”, de Dennis Meadows et al. Baseado em uma releitura das ideias de Thomas Malthus, o relatório alertava para os problemas que o crescimento econômico gera no meio ambiente, ameaçando a sobrevivência da espécie humana. Como solução, o relatório propunha a ideia de “crescimento zero” para que os recursos naturais pudessem ser preservados (CURI, 2011).
O segundo fato foi a Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1968, que agendou uma Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente Humano para 1972, em Estocolmo, na Suécia (DIAS, 2006). Por fim, a Unesco, braço de conhecimento da ONU, organizou em Paris uma conferência sobre a conservação e o uso dos recursos naturais. A partir dessa conferência, a questão ambiental começou a ser elemento indispensável de discussão no âmbito da ONU (CURI, 2011).
Do ponto de vista econômico, nunca estivemos em melhores condições para superar nossos problemas. A renda mundial tornou-se dez vezes maior nos últimos cem anos, ao passo que a população aumentou apenas quatro vezes (GUIMARÃES, 2008). Ou seja, há mais dinheiro disponível, as pessoas possuem um nível de renda maior e as condições para enfrentar os problemas sociais, ambientais e econômicos estão mais favoráveis. Não somente pela questão financeira, mas também por conta do avanço da tecnologia, que tem possibilitado a implantação de soluções mais rápidas e sofisticadas para os desafios do século XXI – que deve continuar tendo “equilíbrio” como palavra-chave, para que todos possam ter uma vida digna em um planeta sustentável.
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